Black Box 1x10 – I Shall Be Released
FINALLY \o/
Achei um dos episódios mais instigantes da série
até o momento – porque foi quando chegamos o mais próximo possível de levar as
coisas ao extremo, quase tendo que lidar com as conseqüências da doença de Catherine
enquanto exerce sua profissão. Pela primeira vez, ela deixa de tomar seus
medicamentos durante sua jornada de trabalho, e quase expõe toda sua
bipolaridade, o que custaria sua vida e sua carreira completa. Mas ela consegue
realizar o impossível com isso, além de dar luz o suficiente para que ela possa
tomar decisões importantes em sua vida, decisões sobre as quais já vem pensando
desde alguns episódios. E eu estou muito satisfeito!
O primeiro caso trabalhado foi o de Dean Norwood,
do qual Catherine nem participou. O mais interessante mesmo foi ver sua chegada
completamente desnorteado ao Cubo, tentando preencher sua ficha, e reclamando
que seu problema não está em nenhuma lista. “And what is your problem, Mr.
Norwood?” “I’m dead”.
A Síndrome de Cotard foi brevemente trabalhada, mas parece que foi um
dos casos menos explorados por Black Box,
e foi colocado lá apenas para manter o protocolo de dois importantes pacientes
sendo tratados no Cubo por semana. Infelizmente eu gostaria de ter visto mais
daquela história, já que gostei tanto da maneira como ele se enxerga no
espelho, e toda essa confusão de como o cérebro processa a informação de que
ele está morto.
Angustiante a cena em que ele tenta “se matar”.
No entanto, Lily Huggins foi o maior destaque do
episódio. Além daquela nova assistente completamente insuportável (e
incompetente) da Dra. Black – vão nos explicar por que ela está ali? – o caso
realmente desafiou Catherine. Os sintomas sugerem várias coisas, mas o
diagnóstico final é de Raiva, em um estágio avançado demais para que possa ser
curado. Pensando em Esme, ela acaba tentando acatar o pedido da mãe, que
implora para que ela não desista de sua filha. E mesmo que tenha sido uma coisa
muito bonita e tudo o mais, foi aterrorizador ver Catherine passando a noite
toda em claro em estudos, completamente descontrolada, a ponto de escrever no
braço, ficar descabelada, e andar como no meio de um surto bipolar.
Felizmente as coisas até que dão certo. Foi uma
coisa muito bem colocada no episódio. De maneira moderada, a bomba não chega a
explodir, mas nos sugere o desespero de quando (se) isso acontecer, e foi muito
interessante de se ver. Melhores momentos foram ela quase exposta, e o
desespero de sua psiquiatra enquanto conversa com ela no telefone tentando
convencê-la a tomar os medicamentos antes que “seja tarde demais”.
Sinceramente, não sei se Bickman não chegou a desconfiar de algo… e a resolução
do caso foi perfeitamente emocionante. Embora eu deva admitir que tenha sido
bonita e feliz demais, mesmo quando a situação era impossível, e eu às vezes queira ver que o Cubo não é realmente um
lugar onde se operam milagres.
Fatalidades acontecem. Infelizmente.
Já Esme. NUNCA A AMEI TANTO! Quando ela está
trabalhando no restaurante do Will, finalmente entendemos o propósito de tudo
aquilo – ela escuta uma conversa em espanhol que não deveria escutar, e arma
para que Delilah possa ser demitida sem realmente prejudicar o Will. É
perfeitamente inteligente, mas ao mesmo tempo é um tanto quanto estranho. Ela
ecoa a instabilidade mental da mãe, bem como sua inteligência, e isso meio que
me deixou animado. O sorriso dela foi maquiavélico, e a maneira como ela se
vangloriou sobre Delilah quando podia ter deixado que ela simplesmente fosse
embora sem dizer nada foi GENIAL! Mereceu aplausos, sério! Por fim, Catherine
beijando Bickman e terminando com Will? TUDO O QUE EU ESPERAVA!
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