Lost in Space 1x05 – Transmission
“Fight
back! You have to be like you were before!”
Assistindo a
cada episódio de “Lost in Space” e me
perguntando: QUANDO A “DRA. SMITH” MORRE? Porque, minha nossa, não sei por
quanto tempo vou aguentar essa ***** fazendo essas coisas, como colocar a vida
de todo mundo em risco na “colônia improvisada” só para obrigar Will Robinson a
revelar o seu Robô a todo mundo… o episódio, mesmo com toda a raiva que
passamos de June, é MARAVILHOSO, e novamente nos faz recordar o porquê de
termos nos apaixonado por “Lost in Space”,
essa ficção científica primorosa que se mostra melhor a cada episódio… aqui,
exploramos possibilidades e problemas do planeta, com Maureen, além de um lado
extremamente humano quando retornamos ao passado para ver a fragilidade de Will
ainda na Terra, em paralelo à sua inacreditável força quando está ao lado do Robô.
E não por causa dele, mas POR ele. E isso
é lindo.
No passado,
revemos um flashback emocionante de
Maureen com o Will recém-nascido, pequeno e emagrecendo em uma incubadora. Ali,
ela faz um “acordo” com ele: “Você
precisa lutar. Se você lutar agora, eu prometo lutar por você o resto da sua
vida”. Foi um momento emocionante, assim como todo momento em flashback que se seguiu. Em uma cena,
Maureen está apresentando aos filhos a oportunidade de irem a Alpha Centauri e
estão discutindo, juntos, os prós e contras dessa viagem, para que tomem uma decisão
em conjunto. Para que possam ir, no entanto, eles precisam passar em testes, e
Will Robinson não é aprovado em um de seus testes… por mais que seja uma
criança excepcionalmente inteligente, Will ainda tinha problemas sérios para
trabalhar sob pressão e em situações de risco… algo que já mudou incrivelmente, vide a cena final.
Temos um novo
Will, atualmente \o/
Maureen, por
sua vez, entra em uma missão sozinha no planeta desconhecido, porque percebe
que as Leis de Kepler talvez não funcionem ali. Afinal de contas, parece que o
sol está nascendo mais cedo a cada dia, e não da mesma maneira como acontece na
Terra: em uma rapidez assustadora. Assim,
ela pega a Chariot J2 e sai, mesmo com o “chanceler” a mandando ficar, e pode
ser minha impressão, mas parece que o
planeta a ataca, como se esperasse que ela não conseguisse descobrir nada. A
paisagem é arrebatadoramente bela, mas perigosa.
De todo modo, Maureen consegue colocar o seu balão no ar, eventualmente, e então
ela pode subir para fora da atmosfera do planeta e tentar entender o que está
acontecendo, o que ainda não nos é explicado, mas por sua reação nós sabemos
que é algo sério e que pode
condená-los: “FU--”
Uma das
coisas mais legais do episódio foi ver o “reencontro” de Dra. Smith e Don West,
porque ele a confronta sobre tê-lo roubado e abandonado (“So you stole it out of my pack by accident?”), mas a descarada faz
toda uma cena de quem está se sentindo culpada, e por um minuto eu acho que ele
caiu… mesmo assim, ele acaba com o nariz quebrado por Judy, e enquanto ela
tenta colocá-lo de volta no lugar, ele menciona a “Dra. Smith” e Judy diz que
foram eles que a resgataram, e ela disse que “estava sozinha”. Não vejo a hora
de ver Don West e Judy desmascarando essa mulher, mas quando Judy vai intensa
confrontar Smith, ela joga novamente e tenta manipulá-la, falando mal de Don
West e colocando, no mínimo, uma dúvida na cabeça de Judy… sinceramente, eu não
sei como eles ainda podem acreditar na Dra. Smith quando é só olhar para ela
para saber que ela não é confiável.
Os sobreviventes
que se encontram no planeta desconhecido se unem para tentar construir um “farol”
que possa ser visto da Resolute, já que a comunicação por rádio é inviável, e
nesse tempo, John tenta se aproximar do filho ao perceber que ele o está
evitando, e eles compartilham uma cena até bonita, embora o pai tenha errado
continuamente e de várias maneiras. Ali, ele pede perdão por “ter perdido
tantos Natais”, e dá para ver em seus olhos que o arrependimento é real, e os
olhinhos de Will brilhando de lágrimas foi a coisa mais linda, mas essa relação
toda dos dois não vai se sustentar por muito tempo com June, a “Dra. Smith”, ao
lado, manipulando a todos, contando a John sobre como Will e as irmãs esconderam o Robô nos bosques. Enquanto isso,
o farol é ligado, e nós vemos que ele atrai “mariposas” para a sua luz… e isso deve ser um problema.
A cena em que
John vai confrontar Will, primeiramente, me encheu de RAIVA, mas depois eu
quase MORRI DE ORGULHO do nosso pequeno e corajoso Will. Ele precisa, enfim,
contar toda a verdade ao pai, sobre o que aconteceu na Resolute, mas o
desespero e a emoção em sua voz é de partir o coração, enquanto tenta convencer
o pai de que o Robô agora é bom e que “ele pode controlá-lo”. John pegou pesado
com aquele “No, you’re just a kid, you
can’t control anything!”, e eu queria gritar na cara dele sobre como ele é
um babaca e como esse é o motivo pelo qual os filhos se afastaram dele, mas
Will faz muito melhor do que eu jamais teria feito: quando o pai pergunta se
foi por isso que Will escondeu o Robô, para que ele não os machucasse, ele
responde: “No, I was afraid of what you
could do to him!” WOW. Não tinha golpe pior que esse.
Will DESTRUIU o pai, merecidamente.
John não teria
o que responder, tampouco teve tempo para pensar nisso, porque O ATAQUE COMEÇA.
É interessante ressaltar que TUDO ISSO FOI ORQUESTRADO POR SMITH. Foi ela quem
desabilitou a cerca e permitiu a
entrada daqueles monstros no acampamento, colocando a vida de todo mundo em
risco para expor o Robô de Will. Aquela mulher
é descontrolada! De todo modo, um monstro bem assustador (!) ataca o farol
para comer as “mariposas” que foram atraídas pela luz, e temos momentos de
tensão até que o Robô volte e defenda a Família Robinson. No entanto, a
sensação de vitória é breve, porque
outro daqueles animais aparece, e então o Robô parece não ter chance contra
eles, mas só porque não está lutando.
É angustiante ver o Robô sendo brutalmente atacado, enquanto Will se culpa: “He won’t fight back. Because I told him!”
Por isso as
cenas seguintes são tão importantes, elas complementam uma série de plots apresentados no episódio. Aquela incapacidade
de agir sob pressão e em momentos de perigo se foi em Will, agora que o seu
melhor amigo está em perigo. Ele
invade o “campo de batalha” e grita: “Fight
back! You have to be like you were before. You have to be bad. Do it. Be bad!” Foi uma ordem quase descabida,
mas depois que Will lhe autoriza, o
robô assume a sua forma anterior, com um monte de braços, e ataca em uma cena
IMPRESSIONANTE. E é bela e triste a forma como o Robô estava morrendo, mesmo com toda essa força, e
só agiu quando Will lhe disse para agir. Eu queria gritar: VIU AGORA, JOHN?
QUEM É QUE “É SÓ UMA CRIANÇA” E NÃO CONTROLA NADA? Melhor ainda, para finalizar
a cena perfeitamente, o Robô se volta
contra os humanos e Will intercede, o faz voltar a ser bom, tocando-lhe a mão e dizendo: “It’s me”.
Tem cena MAIS
BELA?! <3
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