The Magicians 5x06 – Oops!… I Did It Again
“Feeling
the wrong kind of boned right now”
QUE EPISÓDIO
MARAVILHOSO, ÉPICO! Eu estou adorando os rumos da quinta temporada de “The Magicians”, que está se mostrando uma temporada muito boa, mas esses dois
episódios exibidos juntos foram incríveis
demais. Em “Apocalypse? Now?!”,
nós vimos os Magicians colocar em prática o plano de “mover a lua”, para
prejudicar o alinhamento perfeito que tornava o Harmonic Convergence possível,
e vimos o plano dar completamente errado…
nesse episódio, depois que a lua se partiu ao meio, a Terra está condenada à
destruição, e Penny anuncia que eles têm apenas mais 12 horas para encontrar uma maneira de resolver o problema
que causaram. Ou pelo menos a maioria das pessoas, porque Margo e Eliot têm muito mais que isso – presos em um time loop (e eu ADORO episódios de time loop), eles precisam encontrar uma
maneira de tirá-los disso.
Groundhog Day.
O mais legal
do episódio é que ele foi um DESENVOLVIMENTO importantíssimo e esperado para o
personagem de Eliot, depois de toda a dor pela qual ele teve que passar com o
monstro que andou em seu corpo e cometeu atrocidades durante meses, e a recente
morte de Quentin, possivelmente o amor de
sua vida. Novamente, o roteiro fez boas escolhas e encaminhou a história
muitíssimo bem, e é assim que ganhamos um dos melhores episódios de “The Magicians”, se não o melhor –
embora aquele do mosaico e do Quentin e Eliot compartilhando uma vida inteira talvez ainda seja o meu
favorito de todos os tempos. Esse episódio começa com um anúncio no rádio a
respeito do que aconteceu com a lua e as partes dela que estão vindo em direção
à Terra, e que podem causar a destruição do planeta dentro de 12 horas.
Tudo é um
verdadeiro CAOS!
“Scientists
around the world have been sending out their predictions for what we should
expect in the coming hours. Though the tides remain mysteriously intact, expect
volcanic activity, tectonic shifts, disrupted weather patterns, and strange
behavior from animal life”
Eu gosto
DEMAIS de como “The Magicians” conta
sua história, com uma irreverência que a faz ser ÚNICA – não conheço outra
série que consiga fazer isso tão bem. Acontece que nós temos uma trama séria em
mãos, um fim do mundo eminente, cenas pesadas, mas um senso de humor sombrio
apaixonante e envolvente. O episódio nos apresenta elementos clássicos de time loop, como o Penny anunciando as 12
horas restantes antes do novo fim do
mundo, o Josh espirrando na pizza que está preparando, a Alice derrubando umas
coisas na mesa, e a Kady chegando da rua, falando sobre o fim do mundo e como
as coisas estão UMA LOUCURA na rua. Naquela noite, a 5 minutos do fim, os sete Magicians que amamos se
unem para conjurar juntos, E É UMA CENA TÃO PERFEITA! Amei as despedidas, amei
como eles movem as mãos juntos, cheios de pose…
Mas não
adianta.
O mundo
acaba.
“It didn’t work. We failed”
Mesmo assim,
no entanto, eles não estão mortos. O mundo acaba, ou deveria ter acabado, e
então Eliot e Margo acordam de volta, 12 horas antes, quando isso tudo começou:
“Feeling the wrong kind of boned… right
now”. Todos os demais estão vivendo como se aquilo estivesse acontecendo
pela primeira vez. Penny, Julia, Alice, Josh, Kady… todos, menos Eliot e Margo.
Então, eles já avisam aos amigos que o plano de Kady não vão dar certo, e eles começam novamente. E assim várias e
várias vezes. Eles veem a assustadora morte de Penny, eles pensam em mover a
Terra, eles fazem de tudo, durante 10 tentativas falhas de salvar o planeta. “You’re in a time loop? But why you two?” “Because we’re the
best-looking”. E é bem interessante por
que foram eles que ficaram, por causa do perfume, “Permanence”, que Eliot
roubou de Jane Chatwin e passou neles.
Jane Chatwin tem tudo a ver com tempo!
Falando em
Jane Chatwin, no entanto, eles não podem pedir sua ajuda: qualquer magia de
tempo parece estar bloqueada, e o portal para Fillory está fechado… eles vão ter que resolver isso sozinhos.
Então, eles interagem com os amigos (“We
know! 12 hours!”) apenas o necessário, e tentam descobrir como podem
tirá-los de toda essa situação – a cada loop, no entanto, Eliot parece estar
pior, ouvindo batidas na porta cada vez mais insistentes, e vendo mensagens que
dizem “I’M STILL HERE” e “LET ME OUT”. Ele tenta ignorar isso,
enquanto caminha por festas loop após loop, e Margo, também se divertindo um
pouco nessas ocasiões (TODD ESTÁ DE VOLTA!), faz todo o trabalho pesado
sozinha… tanto que é ela que eventualmente parece ter chegado a uma pista
importante – talvez, inclusive, ela tenha chegado à resposta para acabar com o
fim do mundo.
Mas então ela
deixa o loop.
Eliot está
tão envolto nas suas próprias memórias e medos que ele não dá atenção às coisas
ao seu redor, e quando Margo acorda no próximo loop e solta um “I feel the wrong kind of boned right now”
muito natural, ele percebe que ela já não
se lembra mais de nada… ela está presa dentro do loop e ele é o único que
está de fora: ELE VAI TER QUE RESOLVER TUDO SOZINHO. E as coisas estão ficando
mais difíceis para ele a cada loop… eu amei a conversa dele com Josh no
primeiro loop em que ele esteve sozinho, com o Josh citando vários filmes de
time loop, e todo fofinho dizendo a Eliot que “ele vai encontrar uma maneira de
resolver isso”. E a primeira coisa que Eliot faz é abrir a porta – e não é o monstro
que sai lá de dentro, mas o CHARLTON. Era ele, esse tempo todo, pedindo para
sair… no fim, não tinha nada de assim tão creepy.
Não nessa
parte.
Charlton estava
bem escondido em sua mente, mas depois de cinco
dias sem dormir, as coisas saíram de controle para Eliot, e eu gosto de
como ele ganha uma companhia, nem que seja de Charlton, para fazer algumas
descobertas interessantes e chegar até a origem do TIME LOOP, que é muito
diferente de tudo o que tínhamos pensado. Ele vai até Fisher Beach, a praia
para a qual Margo foi antes de voltar para o loop junto com os outros, e chega
a conversar com baleias através de uma TV (tem como não amar as ideias bizarras de “The Magicians”), e então descobrimos que o time loop não foi provocado pela Lua nem nada assim, MAS PELAS
BALEIAS. E também foram elas que tiraram a Permanence de Margo. Quando toda a
trama começou, nós ficamos muito confusos, nos perguntando para onde tudo aquilo estava indo, mas eu
amei o roteiro e para onde ele nos levou…
As baleias
usam esse time loop para impedir que o perigo KRAKEN desperte. Acontece que,
com a queda das partes da lua na Terra, o Kraken despertou. Então, o mecanismo
de defesa criado pelas baleias joga a Terra 12 horas de volta no tempo, para
impedir que o Kraken desperte… quando Eliot acorda no dia seguinte, novamente
no loop, ele conversa com os amigos e, juntos, eles descobrem o que têm que
fazer: o que as baleias fazem é jogar a Terra 12 horas no passado quando o
Kraken desperta, e isso não é o suficiente com o Kraken despertando quando a
Lua atinge a Terra – mas e se eles despertassem o Kraken mais cedo? Então,
talvez ele conseguisse fazer com que a Terra voltasse 12 horas no passado para
um momento antes que aquele duelo de
Eliot e Marina seja travado… antes que a Lua seja partido em duas partes. E
então tudo estará resolvido.
Então, ele
convence as baleias a despertarem o Kraken. A IDEIA TODA É MUITO CRIATIVA E
MUITO BOA, EU AMEI! Quando o Kraken desperta, a Terra volta 12 horas no
passado, e, dessa vez, não é naquela hora em que Margo comenta “Feeling the wrong kind of boned right now”,
mas muito antes disso, quando eles estavam do lado de fora da festa do
bilionário no episódio passado, antes do Harmonic Convergence, antes do feitiço
– antes de tudo. Então, ele anuncia a Margo uma mudança de planos, e eu AMEI. Margo consegue nocautear Marina, e
então Eliot ajuda Alice e Julia a conjurar o feitiço, receber a aura verde da
Lua e pedir que ela se mova… e, dessa vez, ela se move, pacificamente, sem se
partir ao meio. Funciona! ELIOT SALVA O MUNDO, enfrenta seus medos, retoma a
amizade com Margo, reconhecendo seus erros e finalmente falando sinceramente com ela.
Parece tudo
bem…
Mas eles
salvaram o mundo errado. Não era a Terra que corria perigo. Era Fillory.
“So... so
we saved the wrong world? So we're not done. Of course”
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