Glee 2x21 – Funeral

“Come with me and you’ll be…”

Exibido originalmente em 17 de maio de 2011, “Funeral” é o vigésimo primeiro e penúltimo episódio da segunda temporada de “Glee”, e QUE EPISÓDIO PODEROSO. Doloroso, como o título sugere, esse é um daqueles episódios que exploram o lado mais humano de Sue Sylvester, e mostra que alguns momentos e acontecimentos da vida exigem que aparentes brigas e problemas sejam deixados de lado, pelo menos temporariamente. O New Directions ainda está se preparando para a sua primeira apresentação em Nacionais em Nova York dentro de uma semana, agora com a consultoria talvez duvidosa de Jesse St. James, mas a descoberta de que Jean, a irmã de Sue, faleceu no dia anterior exige que eles façam uma pausa e apoiem Sue.

Se toda a parte de Sue é lindíssima e rende alguns dos momentos mais emocionantes de toda a série (!), eu fico um pouco triste com como o roteiro é conduzido em toda a história de Rachel, Finn e Jesse… é um daqueles casos forçados em que o texto quer nos fazer engolir a ideia de que “Finn é uma pessoa boa” e “Jesse é um monstro”, e tudo é propositalmente exacerbado, como se não fôssemos perceber. Jesse está um tom a mais na sua aparente “maldade” ou “frieza”, e Finn se coloca como líder oposto a ele, decidindo que o New Directions vai organizar um funeral para Jean, quando seria mais crível que pessoas como, sei lá, o Sam organizassem isso… Finn já se recusou a enfrentar Karofsky por Kurt por causa da “sua reputação”.

Sei que o roteiro quer dizer que “o Finn está melhorando”, mas isso não está definido…

É só ver como ele tratou Rachel e Quinn nos últimos episódios todos!

De todo modo, Jesse está friamente pensando nas Nacionais, e ele acredita que a única maneira de vencer o Vocal Adrenaline é fazendo o que eles fazem: escolhendo o melhor entre eles e construindo a apresentação em torno dessa pessoa… para isso, ele sugere audições, e a maior parte dos números musicais vem daí: Santana cantando “Back to Black”; Kurt cantando “Some People”; Mercedes cantando “Try a Little Tenderness”; e Rachel cantando “My Man”. Pode ser cruel, talvez desnecessário, mas eu preciso ser sincero e dizer que parte de mim se diverte com os comentários de Jesse após as apresentações… e nem tudo o que ele disse é mentira, sabe? É meio desumano e perverso, sim, mas não necessariamente irreal. No fim, Will decide não seguir os conselhos de Jesse…

Ele vai fazer o que eles sempre fizeram, que foi trabalhar como EQUIPE.

Portanto, Will decide que o New Directions vai fazer um dueto e uma apresentação em grupo, novamente com canções originais, mas o Mr. Schuester não está contando tudo aos seus alunos… ele não contou sobre a possibilidade de ir para a Broadway com April Rhodes – ele acha que vai ter tempo de acompanhá-los nas Nacionais, se dedicar ao seu sonho depois e, provavelmente, retornar antes que eles voltem de férias; no momento, ele não quer que eles se distraiam das Nacionais de maneira alguma. Mas ele está arrumando as suas coisas, e Emma o ajuda a arrumar as malas (AS DUAS CENAS DO COLETE!), o incentivando a seguir o seu sonho… ele é muito bom (e é mesmo) e finalmente está tendo uma chance de tentar o seu sonho.

A grande trama do episódio, no entanto, é a morte de Jean… Sue parece estar mais séria e mais “maldosa” do que o normal, e quando Will descobre que Becky foi “expulsa” das Cheerios e confronta Sue, ele também descobre que Sue perdeu a irmã no dia anterior. Eu amo a maneira como “Glee” trabalha a personagem da Sue – nós sabemos que Jean era a pessoa que ela mais amava no mundo, e o episódio trabalha a sua tristeza, o seu luto e sua dificuldade para lidar com isso sem fazer com que ela deixe de parecer a Sue que conhecemos… é dolorosa aquela cena de desabafo dela na qual ela diz que Jean era a melhor pessoa que ela conhecia, e ela é provavelmente a pior, então não é justo que a irmã tenha morrido e ela tenha ficado. Ela está pedindo por ajuda.

Sue não vai buscar Will ou o glee club para deliberadamente pedir ajuda, mas ela a aceita quando é ofertada por Finn e por Kurt, porque a verdade é que ela precisa de alguém, e ela não quer correr o risco de não ter ninguém no funeral de Jean. Sue não sabe lidar com a dor, mas isso não quer dizer que ela não sinta… e ela sente. Kurt e Finn são os que vão até o quarto de Jean para ajudar Sue a tirar tudo, já que sozinha ela não conseguia nem entrar lá, e é lá, também, que eles descobrem que o filme favorito de Jean era “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, que ela assistia umas três vezes por semana. É com base nisso que eles organizam um funeral perfeito, lindo e que tem tudo a ver com a Jean… e que deixa Sue profundamente emocionada.

O funeral é uma celebração à vida de Jean, com a decoração de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, e a música escolhida pelo glee club para cantar é, como não podia ser diferente, “Pure Imagination”, uma música que, por si só, é emotiva e bela, e se torna ainda mais impactante aqui! Tudo funciona à perfeição em toda essa sequência do funeral de Jean: a Sue chorando ao ler o discurso, que o Will acaba terminando de ler para ela; o discurso em si, que é lindíssimo, pessoal e íntimo; o fato de a casa estar cheia de vidas que foram tocadas por Jean; a música que o New Directions canta; a maneira como Sue segura a mão de Will e agradece a ele e seus alunos. Além disso, temos a cena da Sue aceitando Becky de volta e o abraço das duas…

QUE CENA PODEROSA A DAQUELE ABRAÇO! Significou tanto!!!

 

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