Margarita (2024) – Rostos e Máscaras

“Todos tenemos nuestra careta puesta. Que empiece el baile”

QUE VIRADA MARAVILHOSA! Depois de “Rostos e Máscaras”, os 10 capítulos finais dessa temporada de “Margarita” PROMETEM! Inclusive, eu termino o capítulo com uma sensação clara de que não é possível que TANTA coisa tenha acontecido em menos de 40 minutos. Nós tivemos a conclusão do “sequestro” de Margarita, que entregou cenas lindas e emocionantes dela com Delfina, mesmo que a verdade não tenha sido revelada nem nada; nós tivemos bastante drama para a história de Mei, que está chegando em um ponto crítico; e nós tivemos revelações importantíssimas sobre quem estava por trás das ameaças que vêm sendo feitas a Delfina – mas a partir do momento em que a máscara cai e o rosto se revela, minha sensação é de que temos mais perguntas do que respostas.

E eu não vejo a hora de ver as peças se encaixarem!

Margarita e Delfina estão curtindo um dia no spa, e elas vão curiosamente criando um vínculo… quando Margarita pergunta por que Delfina está fazendo aquilo tudo e dando aquele “presente” a ela, Delfina explica que ela não quer ser sua tutora legal apenas no papel, que quer que elas sejam uma família, e ela pode até estar supostamente fingindo naquele momento, mas no fundo existe algo de verdadeiro ali – e a Malala sabe disso: ela adverte Severino sobre o perigo que é deixar Delfina sozinha com Margarita, porque essa garota tem alguma coisa que também tinha a “Cardo Imunda”, e ela tem a capacidade de convencer Delfina e a transformar em uma pessoa boa… e enquanto Malala fala sobre isso com Severino, vemos isso acontecendo de fato no dia de spa.

Em uma conversa sincera, Margarita conta uma história sobre o seu aniversário de 15 anos, que foi completamente diferente daquilo com que sonhara, porque Pierre, que era a sua única família, morreu pouco antes, e então ela foi mandada para um orfanato, e toda aquela história mexe com Delfina… mexe tanto que ela resolve contar toda a verdade. Eu passei muitos anos da minha vida assistindo a várias novelas para saber que Margarita não estava ouvindo tudo o que Delfina estava dizendo – ainda assim, ouvir a Delfina colocar aqueles sentimentos em palavras é bastante poderoso, porque talvez nunca a tenhamos visto tão sincera… talvez nunca a tenhamos visto tão desprovida de máscaras quanto naquele momento em que admite que está sensível…

E que é a presença de Margarita que faz isso com ela.

Delfina confessa que a presença de Margarita desperta uma parte dela que ela achou que nem existisse mais, e ela diz que isso é um poder que ela tem desde que nascera, porque se lembra do que sentiu quando a pegou nos braços pela primeira vez e ela era apenas uma bebê… depois disso, ela mentiu, ela falsificou papéis, mas agora ela merece saber a verdade – “Vos sos Margarita, mi sobrina”. Margarita está alheia a tudo o que Delfina consegue colocar para fora, no entanto, porque ela estava de fones de ouvido e diz a Delfina, quando a vê ali, que “estava no meio de um ‘videoclipe triste’”, e Delfina não tem força nem tempo para repetir tudo, porque Severino e Malala estão no telefone tentando falar com ela, para impedir que ela faça justamente o que acabara de fazer…

Mas sem gerar resultado.

Enquanto isso, a história de Mei parece quase “um mundo à parte”, mas justamente porque ela não queria que ninguém no Hangar Soho soubesse sobre a sua condição… ninguém, nem mesmo o Otto, que só descobriu porque ele teve uma sensação ruim, seguiu o seu coração e o conselho de Margarita e foi até a casa de Mei, e chegou a tempo de vê-la sendo levada para o hospital, então não tinha como ele continuar alheio a tudo. Agora, no entanto, ele está “desaparecido” para o pessoal do Hangar Soho, e quando Zeki liga para contar e pedir conselhos sobre Jano, ele desliga rápido o telefone, porque tem outras coisas com as quais se preocupar – e as cenas de Otto com Mei são absolutamente lindas, embora tristes… ainda mais quando Otto descobre a verdade.

Monica, a mãe de Mei, está tentando esconder a real situação da filha para que ela não se preocupe, mas quando Otto a encontra chorando compulsivamente do lado de fora do quarto, ele diz que não é tonto e que quer saber a verdade – e, aparentemente, se Mei não conseguir um doador até o dia seguinte, ela não tem chances. Quando Otto chega ao quarto depois dessa notícia, ele está mudado, ele está arrasado, e ele faz de tudo para disfarçar. Mas Otto quer fazer alguma coisa, e ele sugere a Monica que ele faça, com o pessoal do Hangar Soho, algo para ajudar Mei, porque eles têm bastante repercussão na internet e eles podem fazer algo que tenha impacto, eles podem conseguir doações… ele entende que Mei não queria que ninguém soubesse de nada…

Mas, agora, as coisas mudaram. É para salvar a sua vida!

Merlín, por sua vez, tem me surpreendido: é impressionante como ele sempre encontra uma maneira de ser ainda mais insuportável do que eu já achava que ele era! E posso dizer? Eu acho as suas atitudes invasivas, potencialmente abusivas, e ele claramente não entende um “não”. Mesmo depois de a Margarita ter sido absolutamente clara com ele, ele quer insistir, ele quer “conquistar” a Margarita, e ele faz uma surpresa para ela no sótão, com decoração de máscaras e uma música, e Margarita sai sem dizer nada – e, novamente, Merlín demonstra que ele não aceita um “não”, porque ele a segue para tentar puxá-la para si, para responder, quando ele diz que o que eles tinham terminou, que “não pode terminar”. É simplesmente IMPOSSÍVEL gostar do Merlín.

Impossível.

Como que para reforçar isso, temos algumas cenas muito fofas do Rey durante esse mesmo capítulo… enquanto o Merlín está tentando “conquistar” a Margarita (ou se impor sobre ela) e descobrindo que a Petra não é quem ele pensava ser (ele escuta uma conversa dela com o Tio Erasmus), Rey recebe a visita de Santi, um dos seus irmãos que está ali porque já não quer mais morar com a mãe, quer ficar com ele… ele promete que vai se comportar se ele o deixar morar com ele no Hangar Soho. É uma cena bastante fofa, e eu gosto de ver a maneira como o Rey se relaciona com o irmão mais novo, e como Santi diz que sente sua falta e que parece que ele esqueceu deles, mas Rey garante que não é o caso: ele pensa neles todos os dias e ele os ama muito.

É TÃO BOM ver o Rey livre de suas máscaras. Gosto muito dele assim.

Mas falemos sobre A VIRADA FANTÁSTICA DESSE CAPÍTULO! Pipe, Zeki, Jano, Julieta e Romeo estavam todos em uma mesma lanchonete (!) enquanto o hacker estava conversando com Severino e recebeu a foto de Margarita no spa, e Pipe essa foto na tela do computador dele… então, a cena se torna uma eletrizante perseguição que termina com uma grande surpresa: A PESSOA NA LANCHONETE ERA O PEIXE ELÉTRICO! É extremamente estranha, no entanto, a ideia de que era o Peixe Elétrico por trás de tudo esse tempo todo… quer dizer, quais seus motivos? Quais seus objetivos? E, felizmente, tudo é muito mais complexo que isso e vai se desenrolando aos poucos, conforme as peças vão sendo colocadas no tabuleiro e nos perguntamos que papéis desempenharão…

O capítulo nos leva em um flashback de três meses antes, lá na época em que Delfina anunciou que daria bolsas a jovens artistas no Hangar Soho, e entendemos, durante um momento musical ao som de “Alma de Ladrón”, que o Peixe Elétrico faz parte de tudo, mas não é a mente por trás das chantagens – não é a pessoa com motivos e com objetivos, não é a pessoa que dá as cartas. Esse papel fica para “Fach”, o líder de um grupo que se infiltrou no Hangar Soho, e é formado por rostinhos conhecidos além do Peixe Elétrico, como o amigo de Sasha, a Julieta e a Camila! E eu achei ELETRIZANTE ir descobrindo mais desses personagens, ir entendendo que eles têm muito mais função do que imaginávamos, e sinto que “Margarita” arriscou na construção de algo grandioso!

Liderados por Fach e usando Yamila e sua proximidade com Delfina, o grupo se infiltrou, conseguiu livre acesso à casa, manipulou, fez descobertas… e as peças vão se encaixando e vamos percebendo como eles planejaram tudo. De presentes ao escritório de Delfina à cena toda da lanchonete: Julieta levou Romeo àquela lanchonete propositalmente, e ainda a sugeriu a Zeki, e o Peixe Elétrico tanto agiu suspeitamente de propósito e se deixou ser pego quanto deixou para trás um tablet “esquecido”, porque Fach planejara que assim fosse. Eu, particularmente, achei fascinante. Curioso, arriscado, grandioso. E estou curioso por mais! Agora, Fach vai à casa pela primeira vez sem máscaras, convidado por Daisy, e é nesse momento que ele e Margarita se encontram pessoalmente pela primeira vez…

E, para fugir de outra coisa, Mar se adianta para se apresentar.

Como ela diz: todas as máscaras já foram colocadas… QUE COMECE O BAILE!

 

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