Rock in Rio, o Musical – Elenco
Sabe uma das coisas que eu mais gostei de Rock in Rio, o Musical? Que não é um
musical de uma estrela, mas sim de várias. Em média de 25 estrelas que brilham
demais! É inevitável que alguns tenham mais momentos que outros, e que alguns
que já conhecemos e nutrimos um carinho sejam mais observados (oi Hugo Bonemer,
oi Bruno Narchi!), mas sempre tem aqueles que te surpreendem e te chamam a
atenção (oi Bruno Sigrist, oi Celo Carvalho!).
Mais uma coisa que me chamou atenção. O programa
(que por sinal é muito bem feito!) traz na lista de números musicais, no
segundo ato: “Medley Todas as Tribos”.
Tribo. No fundo me parece uma boa palavra para descrever esse elenco tão bom. É
evidente a química que eles tem uns com os outros, e como isso passa para a
gente de forma tão natural e tão contagiante. É um grupo muito grande de exímios
dançarinos e cantores, com vozes que me arrepiam!
Eu senti assistindo Rock in Rio, o Musical uma energia que senti com pouquíssimas peças
na minha vida. Tá bom, vou limitar bem: acho que eu só senti o que eu senti em Rock in Rio quando eu vi Hair. É tão contagiante, tão envolvente.
Eu ria com os personagens, queria aplaudir quase qualquer coisa, me emocionava
e chorava em momentos mais tristes de interpretações mais pesadas. Queria subir
no palco, queria cantar com todos, queria fazer parte disso tudo. Uma energia
que me preencheu, e que dificilmente eu sinto, mas nesse musical foi
espetacular.
O elenco está de parabéns como eu disse. Que
grupo, que grupo!
O Hugo Bonemer recebe um papel dificílimo, e quem
o vê iniciando o musical com Pro Dia
Nascer Feliz transmitindo tanta segurança, nem se lembra que o personagem
não fala. Portanto foi forte e sofrido vê-lo em silêncio, ver Lucinha Lins
desesperada como sua mãe em suas tentativas de fazê-lo falar, sem sucesso. E os
fones de ouvido que toda vez que eram colocados praticamente transportavam Alef
para um novo mundo, no qual ele se refugiava – isso também justificava a
orquestra belíssima na transição de cenas! Com a morte do pai, 15 anos antes, após
um grande discurso, essa parece ser a única maneira de colocar o garoto no
mundo.
Suas cenas são espetaculares.
O ator toma conta do primeiro ato – uma prova
disso é que nem mesmo para troca de figurino ele sai do palco, tem que fazer
tudo lá mesmo, justificado por uma maneira de ignorar a mãe ou algo assim.
Muito mais do que o segundo, o primeiro ato é dele. Mesmo sem quase falar,
porque não é como eu pensei, “ah, ele é mudo e só se comunica pela música, por
isso será um destaque”. Não. Porque embora ele seja um cantor fenomenal, e cada
uma de suas canções tenha sido um deleite a nossos ouvidos, ele consegue
transmitir mais emoção do que eu já vi na minha vida, principalmente nos
momentos em que está em silêncio. Porque o Hugo possui uma linguagem corporal
impecável (cada menção do pai resultava em uma corrida, suas confusões e
problemas internos eram expressos através da dança) e facial. Suas expressões
faciais são muito vivas, é verdadeiro o seu sorriso (me faz tão bem ver aquele
sorriso) e sua dor – seus olhos possuem diálogos mais longos e mais complexos
que qualquer texto. O Hugo Bonemer é um ator completo.
O Hugo Bonemer é inegavelmente o maior destaque do
primeiro ato, embora Ícaro Silva tenha se saído um ator muito melhor do que eu
esperava, arrancando risadas espontâneas com momentos muito bem bolados. Ele
tem o dom para o cômico sem ser ridículo, e seus momentos são muito naturais e
hilários! Como o “Marvin… obrigado” do Hugo, que mesmo para ele foi difícil não
rir, sendo que ele devia ficar sério na cena! Mas Ícaro estava com uma
expressão… mas nada se compara à sua “listinha” de quem estava confirmado para
o Rock in Rio.
EU RI DEMAIS!
Todos riram demais. E ele falou, falou, falou,
rimos, rimos, rimos, depois aplaudimos e gritamos, e ele ainda continuou
falando até DEPOIS disso tudo. Gente, que cena genial! E que momento
inesquecível! Só imagino o quanto de tempo ele deve ter ficado ensaiando para
essa fala. Realmente fascinante. E ainda… “Tem
cartaz com seu nome espalhado aí. TEM CARTAZ COM SEU NOME! Tem mais cartaz seu
do que da Britney Spears por aí, e ela é bem mais gostosa que você”.
A segunda protagonista, Sofia, é interpretada por
Yasmin Gomlevsky e eu devo dizer que eu amei ela. Deixando de lado a
“subjetividade da música” por causa do desaparecimento da mãe, uma cantora, ela
se refugia em suas palavras e seus discursos bem formulados. Beirando o
exagero, suas falas são milimetricamente pensadas (o que dificulta o trabalho
da atriz, incapacitada de muito improviso se for o caso), mas extremamente
divertidas. Porque ela é realmente o oposto de Alef, e odeia a música. Toda vez
que alguém começa a cantar, suas reações são espetaculares.
Começando de puro sofrimento e desgosto, ela acaba
se tornando divertida com essa coisa de odiar a música, como no começo de Wonderwall que ela se esquiva com “Ih,
tá cantando de novo”. E quando ela finalmente começa a cantar, é aquela
surpresa agradável de ter uma ótima voz para escutarmos. E a atriz ainda
enfrenta o desafio de ser Alef durante o segundo ato, praticamente, e é puro
sofrimento e pesar ver suas cenas com aquele fone de ouvido. Inteligentíssimo e
comovente.
E como foi perfeita sua chegada à universidade,
não foi? Porque ela chega interagindo com Roger, o colocando em seu lugar e
merecendo aplausos e todas as admirações que o pessoal realmente demonstra a
ela. Porque que cena, que fala! E Emilio Dantas, interpretando Roger, é outro
ator maravilhoso em seu papel – porque ele sabe ser odiável quando precisa, ele
sabe ser simpático em seus sorrisos, e ele tem uma ótima voz para cantar.
ÓTIMA! Quando ele teve seu pequeno trecho de música no protesto de Alef no
primeiro ato, eu fiquei ansiando pela próxima vez em que ele cantaria. Ele não
me decepciona, e está lá arrebentando no segundo ato! Além de ótima voz,
transmitindo muita emoção.
Lucinha Lins é Gloria, a mãe de Alef, e ela é um
ótimo acréscimo ao musical. Porque nos simpatizamos com ela logo de cara, e
desejamos que sua relação com o filho seja um pouco diferente. Torcemos para
isso. E cada cena dela é emocionante, por ela e por Hugo, que apresentam uma
sintonia incrível. Enquanto Hugo não fala nada, mas conversa absurdamente com o
olhar (aquelas lágrimas e aqueles olhos brilhantes dizem tudo!), ela implora
por uma palavra. Quando estiver pronto
para se enfrentar. Esse Alef que você mesmo criou. Ela ainda consegue ser
engraçada quando deve (“Poeira” exemplifica)
e tem uma voz fantástica.
E para lhe fazer companhia temos Guilherme Leme,
interpretando Orlando, o pai de Sofia e responsável pelo evento do Rock in Rio. Ele transmite emoção e suas
cenas com a filha são bem bonitas. Falando em cena com filho, eu devo elogiar o
quão boas são as cenas nas quais os cenários da casa de Alef e da casa de Sofia
estão lado a lado, e as duas conversas parecem se mesclar em uma só. E cada um
dos quatro personagens envolvidos são importantíssimos e marcantes.
Espetacular!
Orlando também contracena bastante com Geraldo,
interpretado por Caike Luna, e ele é uma deliciosa surpresa no espetáculo!
Extremamente engraçado, ele tem um timing
perfeito, e é impossível não rir em praticamente qualquer fala dele. No segundo
ato, vê-lo com seu carrinho era incomparável, sempre passando e cantando alguma
coisa. E ainda contracena com Marcelo Varzea, interpretando George – um professor
extremamente simpático e jovem, um personagem de quem gostei bastante,
parecendo fazer parte do grupo de alunos. E sua cena de Estoy Aqui é ambas engraçada e surpreendente!
Outros destaques, esses aparecendo principalmente
nas cenas na Loja de Discos, são Luiz Pacini como Denis e Kacau Gomes como
Diana. Os dois possuem uma química ótima, ótimas vozes para cantar (Pessoa Nefasta é magnífico!) e uma
história legal. Por sinal, eu gosto bastante do núcleo todo da Loja de Discos,
porque aquelas cenas costumavam ser engraçadíssimas. E um refúgio para Alef (e
Diana sempre era tão legal e atenciosa com ele! Fofo!). Eram eles: Chris Penna,
Bruno Fraga e Celo Carvalho como skatistas, Juliane Bodini como Bianca,
engraçadíssima e Sheila Maos como Alice, fanática por Roberto Carlos…
Posso falar sobre Marcelo Carvalho? Ele me chamou
muito atenção! Ele era divertidíssimo, e ainda tinha uma ótima voz. Reparem em
sua interpretação de It’s Gonna Be Me e
comecinho de Highway to Hell – cena
que entra para a história do musical! E como vimos no comecinho do segundo ato,
quando eles entram sem aviso nenhum no que oficialmente ainda não é a peça, ele
é bem engraçado – eu passei o segundo ato todo prestando atenção nele e rindo
de suas expressões e seus movimentos, incapaz de prestar muita atenção no
resto. Ótimo ator!
O Bruno Sigrist foi outra adorável surpresa do
musical. Acho que foram aqueles cabelinhos cacheadinhos do Mathias, mas desde o
começo ele me chamou atenção. Mas ele tem um papel importantíssimo no musical,
sempre sendo o porta-voz das notícias na universidade, então não tinha como não
notá-lo. E descobrimos que ele canta bem! A introdução a Kiss com a discussão sobre os mamilos foi hilária, mas ele e Lyv
Ziese apresentaram a interpretação mais divertida de Kiss que eu já vi na vida! Simplesmente impecável!
Também temos o Romulo Neto interpretando Raul (“Eu
disse que ia rolar um show” – extremamente engraçado em suas cenas!), o
Alessandro Brandão interpretando o Anthony, Stephanie Serrat interpretando
Julia e Marcelo Nogueira e Marina Palha no Ensemble, todos ótimos. Karen
Junqueira é ótima como Flora, um papel intenso, Daniele Falcone é extremamente
engraçada como Denise, a Maria-vai-com-as-outras, e o Bruno Narchi… o Bruno é o
Bruno! A primeira coisa que eu vejo no musical é o Hugo Bonemer, então os
próximos versos da música de abertura são de quem? Bruno Narchi interpretando
Cazuza! FANTÁSTICO! Sua voz é espetacular, ele felizmente tem mais um momento
de destaque cantando Isn’t She Lovely
no medley do segundo ato (muito,
muito bem por sinal) e uma cena surpreendente e divertida na qual ele passa
apenas com um violão. O ator é um máximo, e eu ainda o verei sendo um
protagonista! Talvez em Rock in Rio
mesmo, já que ele é substituto do Hugo… vai saber?
Gente, eu realmente espero ter dado conta de
colocar todo mundo nesse texto! Se eu esqueci de alguém, ou se você tem algo a
mais para comentar sobre qualquer um deles, deixa suas opiniões nos
comentários! E quem puder ver essa equipe toda ao vivo, não perca a oportunidade!
É um grupo muito grande de atores muito talentosos, e vale a pena vê-los ao
vivo, escutar suas vozes, rir de seus melhores momentos, chorar com suas
interpretações intensas em momentos tristes… um musical que vale a pena ver ao
vivo! Até mais…
Desculpa...parei de ler depois que falou sobre o Hugo, e não podia deixar de comentar: Concordo com cada palavra sua! Ele é incrível como ator! Passa uma verdade extrema! E uma coisa que reparei em HAIR, pois na 1ª vez que vi, fiquei bem pertinho, o olhar dele... brilha...brilha MUITO!E isso é lindo de ver!!! Além da voz, das expressões, principalmente corporais! ;)
ResponderExcluirNão tem como não reparar nele nos palcos né? é o nosso queridinho!!!!! hehehehe
hehe espere só para ver Rock in Rio! :P
ExcluirEle está fantástico como Alef, aquele olhar daquele jeito que nos lembramos mesmo! Muito expressivos... mas o elenco todo está de parabéns, cada gente boa nesse grupo! :D
Rock in Rio, o Musical arrasa muito,e com a participação de Lucinha Lins fica melhor ainda! Sou fã dela!
ResponderExcluirEsse musical é prefeito os atores são ótimos e as vozes muito lindas! Amei!!
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